domingo, 4 de outubro de 2009

A aurora de preto

Vestiu-se de negro a aurora




E dispensou as estrelas
Apagam-se, então, pirilampos
Tão tristes por já não vê-las
As cigarras perdem a voz
Os grilos entoam silêncios
Os louva-a-deus em dor atroz
Olham os girassóis
Que não giram mais

Homem,

Mudas o mundo

Na tua breve passagem

Desenhas outro fundo

Modificas a imagem

O céu espelhará o negrume

Do teu forte egoísmo em lume

Homem,

Destróis sem pensar

Ignoras a consequência

Que ao queimar o mundo

Queimas tua essência…
 
 
Paula Fonseca (Paulinha)

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